quarta-feira, 14 de maio de 2014

Introdução

Nos últimos séculos viu-se um avanço dramático de técnicas de controle e prevenção de doenças a partir de descobertas em vários campos da ciência. Desde descoberta de agentes patológicos e drogas que atuam de forma a impedir o avanço da sintomatologia dos quadros clinicos, o passar dos anos trouxe a garantia de uma vida com mais qualidade e cada vez mais longa, o que tirou as doencas infecto-contagiosas dos holofotes e passou a tomar-se como preocupação doenças inerentes a condição humana, as de origem crônico-hereditaria. No intuito de reaver a saúde à populacao de um modo geral, padrões de normalidade foram traçados para prévia suspeita de possíveis futuras complicações nos indivíduos. A análise bioquímica, como foi denominada, atua na captura de dados quantitativos e qualitativos de elementos químicos do organismo biológico de forma a estabelecer um estudo mais aprofundando do meio de ação da doença. Entretanto problemas de diagnóstico pouco esclarecedores foram notados, métodos arcaicos e ainda manuais mostravam-se cada vez mais ineficientes, e assim a tecnologia foi de forma vertiginosa mesclando-se aos exames clínicos, aliando-se aos profissionais de saúde como algo quase que imprescindível. Máquinas cada vez mais independentes e de tecnologia de ponta elevaram o valor do acesso à saúde, restrigiram e criaram centros conceitos de saúde, que em paises com proporções continentais como o Brasil, tornou-se um problema real. Surgiram então polos tecnologicos como São Paulo e Rio de Janeiro como conceitos em saúde, enquanto em regiões não muito distantes, como em várias cidades interioranas, a ausência de uma infraestrutura básica para a prática de saúde se tornava cada vez mais discrepante. O objetivo desse trabalho em forma de blog, é então apresentar uma resolução em algumas atividades bioquímicas relacionadas a Saúde da populacao de regiões desprovidas de qualquer tecnologia de ponta, de modo a servir como uma alternativa mais real para o profissional que pouco dispõe em seu ambiente de trabalho. Alem do mais, as postagens contarão, sempre que possível, com releitura histórica de alguns métodos hoje já considerados rudimentares.

9 comentários:

  1. Olá... acho que essa temática eh muito apropriada para um blog. O papel do médico tem se alterado tanto nos novos contextos da modernidade que a pratica cotidiana do médico e a observação de detalhes relacionados ao paciente não são mais considerados como exames. Quando o médico realiza uma anamnese ele está EXAMINANDO o paciente. Quando verifica a cor dos olhos, o odor do hálito, entre outros procedimentos diversos, o médico está a realizar exames não bioquímicos. Ou mesmo, retroagindo à medicina medieval, o exame visual da urina ou outros fluidos do paciente podem, e deveriam, auxiliar o médico na definição do diagnóstico.

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  3. Em lugares onde há pouca infra-estrutura e não é possível realizar exames bioquímicos laboratoriais, é claro que o exame clínico é importante e essencial. Porém, o exame bioquímico não é dispensável para um diagnóstico mais seguro. Alterações bioquímicas no organismo podem muitas vezes ser silenciosas e não se manifestarem através do exame clínico. E é por isso que o avanço da bioquímica na detecção e no tratamento das enfermidades é de extrema importância no mundo atual.

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  5. Enquanto lia um post em outro blog que falava sobre o modelo de saúde brasileiro e as mudanças geradas pela implantação do SUS, notei que um grande problema do nosso sistema de saúde é exatamente a desigualdade do nível dos serviços de saúde aos quais a população de cidades do interior tem acesso em relação à população das grandes cidades, onde se encontram os grandes centros de saúde. A discussão levantada pelo blog e proposta de expor formas mais simples de abordagem da bioquímica na prática médica, podem levantar sugestões de como melhorar a situação precária da saúde no interior do país, reduzindo, assim, essa discrepância da qualidade dos serviços.

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  6. Não precisamos ir tão longe quanto à São Paulo ou Rio de Janeiro. Temos essas situações bem aqui no nossa estado (Piauí) onde vemos descaradamente a concentração de verbas e ações na capital, deixando à mercê muitas cidades menores ao redor. Muitas doenças podem ser evitadas com atitudes simples, usando conhecimentos bioquímicos, impedindo a necessidade do uso de tecnologias caras e "distante" da realidade dos moradores dos interiores de nossos vários estados brasileiros para diagnosticar ou tratar alguns males. Espero que você compartilhe aqui essas atitudes baratas e eficazes que podemos tomar (como médicos e como cidadãos) para a melhorar da saúde dos brasileiros não sendo tão dependentes de maquinário e equipamentos que infelizmente não temos condições de bancar para abranger toda a população.

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  7. O exame clínico é essencial para lugares onde não existem exames bioquímicos. Porém precisamos ver casos que necessitam de exame bioquímico. Hoje vemos que as verbas de saúde são pouco destinadas as cidade interioranas. Isso precisa ser mudado, precisamos reorganizar as verbas da saúde.

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  8. A realidade é que o exame físico está sendo diminuído e desvalorizado por grande parte dos médicos, tanto interioranos como os dos grandes centros. E isso deve ser revisado pelos conselhos e faculdades de medicina, pois apenas o exame físico pode ser suficiente para dar o diagnóstico ao paciente para iniciar o tratamento. Os exames devem ser usados como meio de confirmação, acompanhamento e para tirar dúvidas. Nos locais em que não é possível realizar os exames, o exame físico torna-se ainda mais fundamental e em casos em que os exames bioquímicos são imprescindíveis, precisa-se transferir o paciente ou mandar as amostras para os laboratórios dos grandes centros. E para isso, é necessária uma organização do sistema de saúde, que ainda é muito falho nesse quesito.

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  9. Os exames bioquímicos têm, sem dúvida, grande importância para a conclusão de um diagnóstico hospitalar, mas nem por isso eles são indispensáveis ou dispensam outros tipos de análises clínicas. A entrevista e elaboração de um histórico associada a realização de um bom exame físico são ferramentas fundamentais para o bom diagnóstico, que podem vir a ser muito importantes nessas regiões com falta de infra estrutura para a realização de exames laboratoriais. No entanto, se levanta a questão: estamos formando profissionais preparados e seguros para realização de diagnósticos por esse métodos de análise?

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