sábado, 2 de agosto de 2014

Conclusão

Após conceituar sobre o primeiro contato médico paciente, ainda bastante esclarecedor em todas suas etapas, seja a anamnese ou o proprio exame físico, e ainda definir diretrizes governamentais que buscam estimulo para pratica de saude em áreas mais modestas, como os programasa Provab e Mais Médicos no Brasil, vemos que embora pouco ainda se tenha melhorado, temos construido recentemente soluções viáveis para a problemática da instituição de saúde nos interiores.
Ainda que falte muito a se evoluir, outros programas dispostos em portarias, como a Estratégia da Saúde da família tem ainda buscado converter a pratica corretiva em uma pratica mais humanizada, a preventiva, desde um acompanhamento do paciente por toda uma equipe de profissionais da área capacitados para tal fim, às campanhas de vacinacao contra patogenos endêmicos.

Diante de tais medidas, para a concretização de uma boa qualidade de vida nessas populacoes nao é necessario massivos investimentos em aparelhagem para realizar exames complexos nesse momento, é necessario o básico para que se dê um primeiro passo em direção do caminho certo. Afinal, nao há como se pular degraus e esperar bons resultados. Alternar as medicinas nesses ambientes em uma medicina básica e preventiva, minimizando a busca apenas por "correção" e cura, e garantindo uma medicina mais desenvolvida, com aparelhagem e exames complexos em centros urbanos nao muito distantes (assim como a garantia de transporte fácil, acessível e prático - eficiente) tem se mostrado a melhor forma de recuperarmos a Saúde.

Convém ainda aumentar o contato dos profissionais ainda na formação acadêmica com a realidade dessas regiões, não somente com debates expositivos, mas por meio de caravanas e ate mesmo atuação nas áreas enquanto ainda tem a mente aberta para novos conceitos. A banalização da medicina e todo o seu status deve ser também revista, uma vez que o ego do profissional as vezes tem influido nessa situação. A humildade é um dom que se faz fundamental numa profissão que lhe dá com todas classes e raças (não confudir entratanto a humildade com uma caridade ou favor).

E o financiamento governamental, por fim, para ampliar o leque das ferramentas que os médicos têm em mãos, tanto no sentido de infraestrutura, como no sentido de estímulo a empresas que trabalham na área de engenharia biomédica para a síntese de aparelhos práticos, funcionais e portáteis para a avaliação de problemas que o estetoscópio e outras técnicas até entao disponiveis não consigam diagnosticar, como o caso do aplicativo para celular que foi exposto anteriormente para a Avaliação Ocular do paciente.

Desta forma, daqui a não muito tempo, teremos um país, nao só com Mais Médicos, mas um país com Mais Saúde.

8 comentários:

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  2. Como já citado no post, não que seja necessário massivos investimentos em aparelhagem de alta complexidade, mas sim o básico que o primeiro passo pra qualquer tipo de boa evolução. Instalar uma medicina básica e preventiva, como objetiva o programa de saúde da família, é o que tem a mais ajudar essas regiões. Não apenas com tratamentos, mas com um acompanhamento permitindo que sejam conhecidas todas condições econômicas, religiosas, política e sociais desses pacientes.

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  3. Em primeiro lugar antes de defender a busca de mais dinheiro para a saúde precisamos conhecer quais são objetivos do SUS, o sistema público de saúde brasileiro, dos médicos brasileiros e acima de tudo, do nosso ministério da saúde. Onde pretendemos chegar. Defendo que o papel, de toda a sociedade e dos serviços de saúde é ajudar as pessoas a viverem mais e melhor. O direito de todos nós só morrermos bem velhinhos, de preferência sem nunca ter ficado doentes (quase impossível) e se ficarmos que saremos logo, de preferência sem sequelas. Saber que a saúde depende de vários fatores como a carga genética, biológica, estilo de vida, o ambiente físico e sócio econômico que nos cerca e a suficiência e boa qualidade dos serviços de saúde. Portanto, é um engano pensar que nossa saúde só depende dos serviços de saúde. Temos que pensar na multicausalidade da saúde que passa pelos seus condicionantes e determinantes: salário, trabalho, casa, comida, vestuário, educação, cultura, transporte, meio ambiente etc. Saúde depende de muitos fatores e de muitas áreas do governo ou da sociedade. É bem mais complexo do que achamos.

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  4. Ei Sandino... achei o seu texto muito bom para finalizar o blog. O problema que percebo no meio médico, até mesmo nos comentários do blog, é a não aceitação por parte do profissional de saúde da necessidade de aperfeiçoamento e humanização no trato direto com o paciente. Por mais que se elucide que o uso de aparelhagens e equipamentos megatecnológicos deve servir de apoio ao trato médico com o paciente e como complementação e respostas a dúvidas que venham a surgir durante a construção do diagnóstico e da anamnese. Tudo será sempre mais complicado ou mais desafiador do que imaginamos, mas não somos nós a futura geração de médicos do país?

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  5. Os grandes avanços científicos e técnicos no campo das ciências experimentais aplicadas à medicina e às ciências da saúde em geral vêm trazendo uma série de transformações nesses campos. O processo de desumanização é uma das conseqüências do divórcio entre a medicina e as humanidades que ocorreu principalmente a partir de fins do século XIX. Entender o desenvolvimento histórico e recolocar o papel das ciências humanísticas no contexto da formação parece ser o caminho necessário para a (re)humanização da medicina
    Fonte:http://www.unifesp.br/dpsiq/polbr/ppm/especial02a.htm

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  6. Excelente conclusão para o blog. De maneira bem sucinta e eficiente resumiu-se a realidade da saúde do país e mostrou formas de tentar resolver suas problemáticas. Gostaria de enfatizar a importância da humanização na relação médico-paciente. A humanização, como já foi dito em postagens e comentários anteriores, é fundamental para uma melhoria na saúde em geral e deve ser mais abordada e mais incentivada principalmente na formação de novos médicos. Nas universidades, esse tema deve ser visto do início ao final do curso, para que os futuros médicos compreendam a importância de ser um profissional humanizado, um profissional que não só despeja conhecimento, mas que realmente se importa com a vida daquela pessoa, de maneira íntima e responsável.

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  7. Afinal, os profissionais de medicina buscam trabalhar em locais com estrutura adequada à assistência e oportunidades de educação científica continuada, pois dependem da atualização para oferecer, com boa remuneração, atendimento médico de qualidade. Lamentavelmente, nas cidades remotas do Brasil nada disso ainda é realidade. A questão é que a relação da medicina com a cidadania é direta. Não resolver essa demanda de saúde das populações de áreas afastadas é a mesma coisa que ignorar o juramento de Hipócrates. Portanto, não cabe somente ao Estado procurar solução para o problema. Médicos, academia e o conjunto da sociedade também devem colaborar.

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  8. O financiamento do SUS tem-se constituído numa preocupação permanente dos gestores e de todos os envolvidos diretamente com a construção do sistema de saúde, tornando-se tema constante em todas as discussões das instâncias gestoras. Garantir a universalidade e integralidade diante de um cenário de restrições orçamentárias e financeiras e alocar recursos de forma equânime em um país de tantas desigualdades sociais e regionais têm-se transformado em um grande desafio para os gestores.

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