Pensando em tornar a medicina mais humanitária e democrática, o médico Roberto Kikawa criou o Centro de Integração de Educação e Saúde (Cies). A proposta de Kikawa era levar saúde de qualidade a comunidades carentes ao mesmo preço cobrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um exame de colonoscopia, custa no SUSR$ 112, no Cies o paciente paga R$ 36. Aparelhos de diagnóstico de alta tecnologia que eram vistos apenas em hospitais particulares de referência podem agora atender à população carente.
Hoje, a Carreta da Saúde, nome dado ao caminhão montado por Kikawa com equipamentos médicos e que já percorreu 15 cidades em três estados brasileiros, atendeu em seus dois anos de atuação 24 mil pessoas.
Além disso, ele afirma que países como Colômbia, Angola, Itália, Nigéria, Panamá e Venezuela manifestaram intenção de replicar o modelo. “Estamos recebendo pedidos de vários países para que a gente implante o nosso sistema. O nosso projeto é eficiente e consegue se pagar.”
Para conseguir melhorar o atendimento e agilizar todo o processo, a tecnologia utilizada pelo Cies é de ponta. Desde o atendimento na recepção até o laudo médico, tudo é informatizado e interligado ao centro de comando do Cies. Dessa maneira, segundo Kikawa, é possível conectar toda a equipe para um diagnóstico mais rápido e preciso. Para conseguir o recurso necessário para colocar a empresa em funcionamento, foi necessário criar um plano de negócio.
“Fui para Washington apresentar o projeto e chamamos atenção de empresas como Olympus e Philips, e consegui os aparelhos e também o orçamento para a construção da carreta.” Hoje, o atendimento é feito, além da Carreta da Saúde, com uma van que possibilita chegar em locais onde um caminhão de grande porte não consegue.
No ano passado, o Cies conseguiu ser uma empresa autossustentável.
“Hoje o que a gente ganha com os exames consegue manter o projeto, mas é preciso investimento para que possamos crescer e atender cada vez um número maior de pacientes.” Kikawa afirma que nenhum médico de sua equipe é voluntário.
Com 30 médicos contratados, Kikawa espera crescer o número. Algumas prefeituras já manifestaram interesse em ter o projeto fixo em suas cidades. É o caso de Taubaté, interior de São Paulo, que terá uma equipe do Cies. Outros estados já estão em negociação, como o Rio de Janeiro e os do Nordeste.
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ResponderExcluirCaraaamba! Iniciativa realmente muito legal essa do Dr. Roberto Kikawa. As pessoas mais pobres se vêm vítimas das longas demoras do sistema público ou dos altos preços da rede particular, que cobra altos valores na tentativa de compensar os baixos lucros dos procedimentos associados a planos de saúde ou ao SUS. Com essa nova alternativa, a população se vê na possibilidade de realizar procedimentos de qualidade por preços realmente de custo. Parabéns a iniciativa, e que a mesma possa se expandir para mais locais dentro e fora do país!
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ResponderExcluirAlém da realização de exames específicos, o paciente atendido pelo CIES também tem acesso a material informativo e palestras com médicos tratando de temas como cuidados na prevenção de doenças neoplásicas, cardiológicas e infectocontagiosas, além de educação sanitária e socioambiental. O processo de “educação” do indivíduo em adquirir conhecimento sobre esses temas permite inseri-lo na raiz dos problemas de saúde comunitária, que é responsabilidade de todos. Esta é, sem dúvida, a finalidade principal do projeto CIES, que é amplo pela missão de desenvolver um modelo de gestão autossustentável em saúde integrada à educação e à comunidade.
ResponderExcluir[http://www.sustentabilidade.philips.com.br/cuidados-com-a-saude/centro-de-integracao-de-educacao-e-saude.htm]
O CIES possui um programa de extensão em empreendedorismo social na saúde, que busca capacitar os profissionais da saúde (gestores, administradores, médicos, profissionais de responsabilidade social empresarial e outros profissionais da área da saúde) a trabalharem em projetos e negócios sociais e inclusivos. O CIES (assim como outros programas de inclusão na saúde e iniciativas empreendedoras) fez como que trabalhadores rurais, mulheres, deficientes, etnias desfavorecidas, portadores de doenças descobertas ou agravadas recentemente, todos tivessem o acesso a seus direitos civis acelerado. As políticas de inclusão fomentaram a ampliação desse nicho de atuação, mas a formação profissionais com o perfil adequado para isso ainda é insuficiente. Atualmente há uma grande demanda por profissionais que estejam capacitados para atuar com questões relacionadas a sustentabilidade e responsabilidade social em todos os ramos de atividade. A área da saúde carece de profissionais que atuem na renovação da transição do assistencialismo ao empreendedorismo social. É aí que entra o programa de extensão em empreendedorismo social na saúde, oferecido pelo CIES!
ResponderExcluirfonte: http://www.projetocies.com.br/
O Projeto Centro de Integração de Educação e Saúde (CIES) já está operando em São Paulo a primeira carreta móvel do país com capacidade para realizar pequenas cirurgias.
ResponderExcluirA Carreta da Saúde, que faz parte do programa municipal Hora Certa Móvel, parceria com a Prefeitura de São Paulo, foi instalada no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.
São duas carretas interligadas, com duas enfermarias, banheiros, sala de anestesia, centro cirúrgico completo, centro de limpeza e esterilização, sala de pós-recuperação etc. A unidade cirúrgica tem aproximadamente 200 m².
Fonte:http://www.boliviacultural.com.br/ver_noticias.php?id=2404
Não quero ser do contra, mas o CIES me parece me parece mais uma iniciativa privada oportunista criada como uma operação tapa buracos que não resolve a longo prazo os problemas de saúde da população. Li as propostas e lemas da CIES que foram reapresentadas nos comentários. O fato é que uma junta de profissionais em instalações móveis fixa-se por um curto período de tem ao lado da unidade básica, realiza em tempo record todos os procedimentos que estão a anos acumulados cobrando do governo o que eles mesmos afirmam ser preço de tabela, e quando as coisas retornam à normalidade, ao fluxo comum de solicitações de exames, o que não seria mais tão lucrativo, eles levantam acampamento e vão buscar por um município com uma demanda mais acumulada, ou promissora. É um anteparo para tapar o sol com a peneira e se aproveitar do grande fluxo de exames em curto período de tampo.
ResponderExcluirO Centro Médico Móvel Avançado consiste em uma Carreta de 15 metros de comprimento dotada de um sistema automatizado que permite abrí-la nas suas duas laterais, perfazendo uma área de aproximadamente 100 m2. O projeto foi idealizado pelo Dr. Roberto Kikawa, desenvolvido pela RPR Arquitetura e Truckvan que também construiu o semi-reboque. São quatro salas de atendimento climatizadas e com equipamentos diagnósticos de alta tecnologia, àreas de esterilização, bem como duas amplas áreas de espera. A carreta tem capacidade para 3000 atendimentos/mês em nove diferentes especialidades médicas.
ResponderExcluirhttp://www.projetocies.com.br/unidades-moveis
O CIES é um projeto interessante, mas não deve ser visto como alternativa para resolver as falhas na saúde do país. Deve ser um projeto complementar às estratégias já existentes, como a ESF.
O Projeto CIES (Centro de Integração de Educação e Saúde) nasce de um cenário carente onde o poder público sozinho encontra dificuldade em suprir todas as áreas de uma das necessidades básicas do cidadão brasileiro e garantida pela Constituição: a saúde. O seu objetivo é dar à população carente, acesso a exames médicos de média complexidade, como endoscopia, mamografia e ultrassonografia, através das unidades médicas móveis como a Carreta da Saúde, o Box da Saúde da Mulher, o Box da Saúde do Homem e a Van da Saúde. Todas as unidades móveis do CIES são equipadas com aparelhos de diagnóstico de última geração e consultórios para o atendimento da população de alta vulnerabilidade social.
ResponderExcluirhttp://www.projetocies.com.br/quem-somos