quarta-feira, 23 de julho de 2014

Projetos Governamentais Para Áreas Sem devida Assistência Básica de Saúde 1

O programa Mais Médicos para o Brasil, lançado pelo Governo Federal, pretende trazer ao interior do Brasil e às periferias das grandes cidades mais profissionais para suprir a carência existente nas unidades básicas de saúde. 

Profissionais graduados no Brasil ou com diplomas revalidados no país terão prioridade nas vagas abertas. Os estrangeiros só assumirão as oportunidades que sobrarem. Os novos médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) receberão bolsa mensal de R$ 10 mil, paga diretamente pelo Ministério da Saúde, e atuarão por três anos. Durante o período, passarão por curso de especialização em Saúde da Família, com supervisão de instituições de ensino superior. 

Para o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), José Fortunati, a falta de médicos é uma realidade no Brasil e o programa é o pontapé inicial para resolver o problema. Hoje, o país possui apenas 1,8 médico para cada mil habitantes, ficando atrás de vizinhos latino-americanos como a Argentina. Ele ressalta a dificuldade de angariar profissionais para áreas mais carentes. “Os médicos têm receio de trabalhar nas periferias e também não querem atuar em locais distantes das grandes cidades. Por isso, é necessário que possamos buscar ou médicos brasileiros ou estrangeiros que atendam a população mais carente”, afirma. 

Os estrangeiros só serão autorizados a atuar em solo brasileiro caso preencham os requisitos do Ministério da Saúde - como exigência de diploma de universidade com reconhecido padrão de qualidade, habilitação para medicina em seu país de origem e conhecimentos em língua portuguesa. Aqueles que forem considerados aptos passarão por três semanas de curso em universidade pública. 

Simultamente à contratação de mais profissionais, o Governo Federal está investindo em infraestrutura para que eles possam, de fato, melhorar o atendimento aos habitantes dos municípios brasileiros. Serão investidos R$ 15 bilhões na ampliação, reforma e construção de unidades básicas de saúde, hospitais e unidades de pronto atendimento até 2014. Desse montante, R$ 7,4 bilhões já estão contratados para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 15.977 unidades básicas. Os outros R$ 5,5 bilhões serão usados na construção, reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs, além de R$ 2 bilhões em 14 hospitais universitários. 

9 comentários:

  1. O problema de atenção a saúde da população não está restrito a presença de um médico. Periferias e áreas de grande vulnerabilidade necessitam principalmente de adequado planejamento em sáude pública. Algo permanente e não provisório.

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  4. A simples importação de médicos para essas regiões mais isoladas é apenas uma medida emergencial que tem como prévia intenção durar 3 anos. No entanto, sem a melhora da infraestrutura dessas unidades e a criação de uma carreira médica federal, pouco estarão interessados os profissionais de saúde nacionais em atender tais regiões. Desprovida de boa estrutura, bons salários e carreira promissora, o trabalho nessas regiões são em inúmeros pontos pouco interessantes para qualquer médico.

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  5. Não há somente a necessidade de mais médicos ou da melhora da infraestrutura dos postos de saúde e hospitais para que a saúde da população melhore. A necessidade de padrões aceitáveis de emprego e segurança, alimentação adequada, educação básica, saneamento, melhores condições ambientais e garantia de acesso aos serviços de saúde também são fatores que influenciam diretamente na qualidade de vida da população. Tal entendimento, com relação à saúde no Brasil deverá ser analisado de acordo com o contexto social e econômico em que vive o país. Os impactos causados por pressões sociais como: a urbanização acelerada, o envelhecimento da população, a volta de doenças típicas e julgadas erradicadas exigem programas específicos de políticas de saúde no enfrentamento dos problemas sociais nas diferentes regiões brasileiras.

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  6. Vou iniciar meu comentário retomando a afirmativa de nosso colega Manoel: Desprovida de boa estrutura, bons salários e carreira promissora, o trabalho nessas regiões são em inúmeros pontos pouco interessantes para qualquer médico. Na minha Opinião, os médicos que estudaram em faculdade públicas deveriam ser obrigados, por lei, a prestarem pelo menos dois anos de serviços em unidades de atendimento de saúde da família. Para fazer justiça ao ensino de qualidade e auto custo recebido. Eu concordo que a medicina é uma profissão, mas deixar a parcela da população mais desprovida de condições diversas de saúde e de poder aquisitivo sem atendimento unicamente porque não se trata de uma carreira promissora, e que não apresenta pontos INTERESSANTES, é descumprir com o juramento e com a ideia de nação. E ainda por cima, quando nenhum Médico se apresenta ao serviço e o governo é obrigado a trazer médicos de outros países para cobrir as lacunas que nós mesmos criamos, vemos a indignação da classe em se ver substituída. Ou seja, não se dispõe a atender os necessitados, nem permite que outras pessoas o façam.

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  7. Acredito que a falta de médicos poderia ser suprida sem a necessidade de trazer médicos estrangeiros de uma maneira bem simples: obrigando estudantes de medicina de universidade pública a trabalhar na estratégia da saúde da família, incluindo ciclos em cidades interioranas. No entanto, o problema não estaria resolvido, se não houvessem investimentos em infraestrutura nesses locais, pois ninguém quer arriscar trabalhar em um local que não oferece o mínimo de estrututa para fazer um bom atendimento à população.

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  8. O fato é que não há falta de médicos no Brasil, o maior problema consiste na má distribuição, o que reforça a desigualdade no país. Os médicos preferem os grandes centros, justificando que lá eles podem ter uma qualidade de vida melhor, o que não é mentira. Mesmo com incentivo salarial, as regiões interioranas carecem de profissionais na área da saúde.

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  9. O fato é que, definitivamente, a péssima distribuição dos profissionais pelo território brasileiro é um fator muito mais importante que o possível déficit no número absoluto de médicos. Em novembro de 2011, o Conselho Feredal de Medicina (CFM) publicou o estudo “Demografia Médica no Brasil”, que mostra que o país conta com mais de 371 profissionais formados, o que perfaz uma taxa de 1,95 médicos para cada mil habitantes brasileiros. Este valor é quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1 médico para cada mil habitantes. Contudo, a distribuição destes profissionais pelo território nacional é desastrosa: enquanto cidades como Niteroi/RJ, Barueri/SP, Belo Horizonte/MG e Porto Alegre/RS tem uma taxa de 4 médicos/1000 habitantes, 2130 municípios que não conseguem manter ou expandir o Programa da Saúde da Família, 26 municípios não possuem qualquer médico de família e 4 municípios não tem um único profissional, com ou sem especialidade. O governo quer aumentar a taxa de médicos para 2,5/mil habitantes até 2020.
    [http://cientifico.cardiol.br/cardiosource2/noticias/int_noticia58.asp]

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